quinta-feira, 2 de junho de 2011
Livro de contos
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Um momento de sua atenção...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Para motivar seu aluno
Prestem atenção na seguinte frase:
"O navio holandês entrava no porto o navio brasileiro."
Há alguma coisa de errado com ela? Ela faz sentido? Você acha que essa é uma frase bem construída? (Se você não achou nada estranho na frase, não se manifeste. Espere até o final do exercício). Agora, explicarei porque essa frase pode causar (e causa de fato!) estranhamento na maioria dos falantes.
"Entrar" é um verbo intransitivo, ou seja, não aceita complementos objeto direto e nem objeto indireto. No máximo, o que se pode fazer é colocar adjuntos adverbiais depois do verbo "entrar" (entrar em algum lugar, entrar com alguém, etc...). Assim, a frase em questão não provoca estranhamento até "O navio holadês entrava no porto...". É quando se acrescenta o objeto direto "o navio brasileiro" que a frase fica estranha, pois o verbo "entrar" não aceita esse tipo de complemento.
Certo, isso tudo você sabe. Mas como usar isso para motivar seus alunos? Bom, isso é simples! Se eles acharam a frase estranha, com algum erro ou defeito, isso quer dizer que eles perceberam tudo o que expliquei no parágrafo anterior. Ou seja, mesmo que eles não saibam dizer o que é um objeto direto, ou o que é um verbo transitivo, eles perceberam que sintaticamente a frase está incorreta. Isso quer dizer que mesmo sem o aparato técnico, o jargão gramatical, os alunos analisaram sintaticamente a frase e constataram uma incongruência nela. Para tornar esse exercício mais interessante, pode-se pedir que os alunos tentem reescrever a frase de modo a eliminar essa "estranheza". Provavelmente o que se verá será algo do tipo "O navio holandês entrava no porto." ou "O navio holandês entrava no porto com o navio brasileiro", ou seja, os alunos tentarão eliminar ou modificar o causador do estranhamento (o objeto direto "o navio brasileiro"), mostrando novamente que mesmo sem conhecer o jargão gramatical eles tem capacidade de analisar sintaticamente uma oração.
Agora, para o final do exercício, revele aos alunos que "entrava" não se trata do verbo "entrar", mas sim de "entravar", como em "minhas costas estão entravadas". Assim, o estranhamento se desfará, pois "entravar" aceita complemento objeto ("alguém entrava algo"). Mais uma vez se demonstrará que os alunos tem condições de analisar sintaticamente a oração.
Agora, porque isso acontece? Por que os alunos, mesmo sem conhecimento gramatical, conseguem identificar anomalias nas sentenças e propor modificações que de fato corrigem essas anomalias? Isso ocorre pois todo falante da língua já analisa sintaticamente as orações que produz e que recebe. A análise sintática é um processo interior a todo falante, sendo inclusive importante constituinte da comunicação humana. Ou seja, é algo quase que intuitivo. Assim, pode-se motivar os alunos dizendo que eles já sabem fazer análise sintática desde o momento em que disseram "Papai, quero papá!", e que a eles falta somente o conhecimento técnico, das convenções gramaticais.
Acredito que assim o ensino de análise sintática parecerá menos assustador a seus alunos ;)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Resumos e Análises
Em breve um novo post para ajudar os professores (e alunos) de plantão a motivar-se para aprender e ensinar sintaxe!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Mais do que gramática
Em breve mais textos!
Fui!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Lançamento de livro!!
volume 1:
http://clubedeautores.com.br/book/2883--Delirios_de_um_maluco_sadio
volume 2:
http://clubedeautores.com.br/book/2884--Delirios_de_um_maluco_sadio
Em breve novas atualizações!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Dígrafos
Dígrafos
É importante ressaltar que não se deve confundir consoantes e vogais (que são fonemas, ou seja, sons da fala) com letras (que são representações de fonemas). Note que em palavras como caRRo, paSSar, Chave, maLHo e galiNHa não há encontro consonantal, pois os conjuntos de letras RR, SS, CH, LH e NH representam uma só consoante. A esses grupos de letras que representam uma só consoante, dá-se o nome de dígrafos. Dígrafos, portanto, são representações, feitas por mais de uma letra, de uma única consoante. Incluem-se também entre os dígrafos as com binações de letras QU e GU antes de E e I, e, em alguns casos, SC, SÇ e XC.
OBS: Também não há encontro consonantal em palavras como caMPo e poNTo. Nesses casos, as letras M e N estão apenas marcando a nasalidade (cÃ-po e pÕ-to), não sendo consoantes.
Quer saber mais?
Quer saber mais sobre fonética e fonologia? Visite o site da Associação de Fonética Internacional (http://www.arts.gla.ac.uk/IPA/ipa.html) ou leia a Gramática do Português Comtemporâneo, de Celso Cunha.